domingo, 1 de agosto de 2010

O Advogado e o rato

Tentou abrir uma das varias pastas que estavam sobre a mesa, começou a ler, mas sua atenção não estava ali. Abriu uma segunda, mesmo sendo um processo simples, coisa que lidava todos os dias, mas o momento até os nomes dos envolvidos lhe pareceu estranho. Lembrou do tempo em que teve uma secretária, ela sempre resolvia algo relativamente simples, mas ficava apenas com esta obrigação de atender telefonema e limpeza, no resto era nada mais que um vaso de enfeite, foi melhor ter ido embora, sem bem que não foi desta forma, demiti mesmo, já não sabia seu lugar. Mas naquele momento seria útil para dar o fim naquele problema.
Nada de solução e o dia acabaram, na verdade tinha passado a maior parte do tempo olhando o problema, sem coragem de encontrar uma solução simples. Fechou as pastas e como se por instinto de sobrevivência, catou uma bolacha que sempre tinha em uma das gavetas e colocou bem próximo do armário, isto sem falar que lá se dirigiu em passos miúdos, de forma fazer ou despertar qualquer desconfiança naquele pequeno ser. Saiu fechando a porta lentamente. Quando descia pelo elevador ficou indignado com sua atitude, teve vontade por instante de volta e dar cabo naquilo tudo, mas quando a porta se abriu no andar inferior, lá estava o porteiro já lhe cumprimentando, sempre respondia com poucas palavras, mas neste dia desejou aumentar o tom das palavras e foi desta forma que ficou sabendo que o prédio tinha passado no ultimo final de semana por uma dedetização e que poucas salas ficaram livres. Veio na ponta da língua fazer a denuncia, mas engoliu as palavras, como quem guarda um segredo e lá se foi, mas algo dizia a sim mesmo: “bolacha apenas, água ou leite não tinha deixado” . Contrariou-se com este pensamento, era sua luta interna, tinha que dar cabo aquele ser, mas por enquanto ficaria assim.

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