terça-feira, 13 de julho de 2010

O Advogado e o Rato

Apareceu, apenas surgiu, sua descoberta se deu por acaso, coisa que não foi em horas, certo mesmo que não foi, dias ou meses, fazer esta afirmação e tornar algo verdadeiro, nunca faria. Mas descobriu um problema, por sinal um enorme problema, não que tinha medo, receio, nojo, nada disto era uma verdade absoluta. Mas ali estava o enorme problema. Ficaram por horas se olhando, aquela criatura se esquivando por entre os moveis, observando e sendo observada. “Praga” O som saiu de sua boca sem ao menos perceber, lá ficou a criatura estática ao ouvir o grito, percebeu que a sua voz saiu com raiva, mesmo que nem tivesse sido direcionada aquela pequena criatura, mas o olhar estático de tremor foi captado, o minúsculo corpinho tremeu e se escondeu atrás do armário.
Os passos saíram lentamente, não era nada natural andar daquela forma, mas quando percebeu já estava bem próximo do armário e olhou com uma mistura de receio e nojo, da mesma forma que foi, voltou a sentar na cadeira e lá ficou observando. Uma porta, uma janela que permaneciam a maior parte do tempo fechada, foi este pensamento que surgiu como aquele minúsculo ser podia ter entrado ali. Teria que eliminar este problema pensou em se arma com uma vassoura e ir a busca de por fim ao intruso, mas entrar em contato diretamente e tirar uma vida bem próxima a suas mãos, não era uma idéia das mais interessantes. Uma arma de fogo, um canhão, uma granada, estaria bem distante e por fim, suas mãos não entrariam em contato diretamente. Como se assim a morte não estaria diretamente ligada a sua mão, mas permaneceu sentado, apenas observando e rindo do louco pensamento.

Continua...

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