domingo, 25 de julho de 2010

poesia: Vida

Vida


Não é sempre o hoje
Mesmo sendo no amanhã
Ou até o ontem
Nada é tão imortal
Como lembranças
Persistem malditas
Infinitas recordações
Do nada, do mundo, das mágoas
Nunca nos deixa
Caminha ao longo
Neste caminho infinito
Dos movimentos das águas
Que aprendemos
Ficar em pé
Brincando de equilibrista
No barquinho de papel
Da nossa vida

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