Permaneceu sentado, por horas observando e sendo observado. Algumas vezes tentava levantar, mas algo dentro de si lhe informava como se o chão estivesse cheio de granadas que foram atiradas na pequena criatura e nenhuma explodiu, ficaram esperando apenas um passo seu para serem detonadas. O som estridente do telefone despertou da sua inércia, atendeu com a voz baixa, com quem não querendo se denunciar. Mesmo falando ao telefone, nem por só momento deixou de ficar observando, mas por algum momento se perdeu em escrever alguma informação em algum papel em cima da mesa, foi ai que não viu mais aquele pequeno ser, buscava com olhar em todos os cantos e nada.
Aquele espaço já não era o mesmo, tinha outro ser ali e sentia que estava sendo observado, mas o pior que não sabia da onde era notado, isto causava certo desconforto e nem sabia o real motivo para tanto pânico. Saiu do conforto de sua cadeira e foi até a porta, abriu e saiu, como se estivesse convidando aquele ser intruso a fazer o mesmo, poderia ir até a padaria da esquina e tomar um café, quem sabe aquele minúsculo ser não apreciasse um bom café e seguisse juntos. Mas permaneceu parado a poucos passos da porta, como se estivesse esperando aquela criatura por os pés para fora e assim se fecharia de novo sozinho dentro do seu espaço.
Bem....ninguem gosta que invadam nosso espaço, e isso é uma fuga nossa da vida, do mundo....
ResponderExcluirE vejo que estamos caminhando para isso, isolar em nosso mundo ..não deixar ninguem entrar...ou não deixar ninguem fazer parte de nossas vidas.
Gostei de sua história verdadeira....vivida por muitos nesse mundo individualista.